Assim como Eliot Ness usou a astúcia para virar o jogo no tribunal de Chicago, a política internacional adora um blefe bem dado. Trump surge nessa narrativa como o xerife de topete reluzente, disposto a sacudir a poeira e trocar os jurados do tabuleiro latino-americano para o desespero e choro livre da torcida esquerdista mundial.
No cenário do continente, Cuba, Brasil e seus aliados formam aquela velha frota de carros usados que só pegam no tranco do discurso bolivariano. A arrogância dos mandatários locais lembrava a do próprio Al Capone, certos de que a jurisprudência da impunidade e do compadrio ideológico duraria para todo o sempre.
Bastou, contudo, o fantasma da pressão externa sussurrar no ouvido do sistema para expor que estavam todos no mesmo barco — do Executivo ao Judiciário, uma verdadeira cumplicidade em rede. A simples ameaça de perderem o conforto do poder fez com que a blindagem caísse, revelando que a lista de vendidos era bem mais extensa.
Enquanto isso, a claque de velhinhos radicais, tomada por um profundo recalque ao ver Trump ir muito além do esperado como o maior reformista de direita, esbraveja acusações de "falso moralismo". Mas a empáfia cede ao desfecho: prisioneira do próprio orgulho, a saudosista plateia chora, vendo que não há retórica que salve os soberbos da realidade.
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