quarta-feira, 19 de agosto de 2026

Do Faroeste ao Pastelão Intelectual

Lá por 1974, eu, o Lameira e o Sérgio Besourão fomos ver Banzé no Oeste, um faroeste tão sem noção que a molecada de hoje nem sonha que existe. O Mel Brooks simplesmente resolveu avacalhar o gênero inteiro exatamente quando o cinema americano estava entregando os pontos pra sacanagem italiana e pras nossas saudosas pornochanchadas.

​O filme era uma mistura tão surreal de absurdo e piada fora de hora que virou uma verdadeira obra-prima da besteirada. A coisa foi tão genial que abriu as portas pro pastelão escancarado tomar conta de tudo, ensinando a TV e o teatro que dar risada do ridículo era a nova regra do jogo.

​O grande problema é que a piada saiu da tela e tomou conta da vida real de um jeito assustador. Hoje em dia, aquele pastelão sem pé nem cabeça virou o figurino oficial de muito artista por aí, que faz papel de bobo no palco e ainda jura de pé junto que é um grande intelectual incompreendido

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