Lá por 1974, eu, o Lameira e o Sérgio Besourão fomos ver Banzé no Oeste, um faroeste tão sem noção que a molecada de hoje nem sonha que existe. O Mel Brooks simplesmente resolveu avacalhar o gênero inteiro exatamente quando o cinema americano estava entregando os pontos pra sacanagem italiana e pras nossas saudosas pornochanchadas.
O filme era uma mistura tão surreal de absurdo e piada fora de hora que virou uma verdadeira obra-prima da besteirada. A coisa foi tão genial que abriu as portas pro pastelão escancarado tomar conta de tudo, ensinando a TV e o teatro que dar risada do ridículo era a nova regra do jogo.
O grande problema é que a piada saiu da tela e tomou conta da vida real de um jeito assustador. Hoje em dia, aquele pastelão sem pé nem cabeça virou o figurino oficial de muito artista por aí, que faz papel de bobo no palco e ainda jura de pé junto que é um grande intelectual incompreendido
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