Sabe, chega a ser poético ver quem passou a vida inteira vendendo o "mundo perfeito" na política esquedista desembarcar na velhice acumulando um total de zero grandes feitos. O sujeito chega ao ápice da mediocridade, olha no espelho, e jura de pé junto que é um grande mentor intelectual da humanidade. É uma figura quase trágica, se não fosse engraçada essa necessidade desesperada de parecer relevante a qualquer custo.
Aí o vovô descobre o Wi-Fi, decora uma lauda e meia de gramática ultrapassada e acha que virou o próprio imperador romano no Facebook. Em vez de curtir a aposentadoria, prefere gastar energia jogando praga e mandando Deus mandar raio nos outros como se fosse um deus grego no asilo. Se bem que essa palhaçada toda só prova o quanto falta espelho em casa para o vovô se mancar do papelão ridículo que está fazendo.
O mais cômico é que o jovem só deu trela, respondeu e manteve a conversa por pura caridade, é existe gente boa assim, dão trela só para o idoso não se sentir tão invisível no mundo. Mas a resposta para esse sopro de importância foi um showzinho infantil de agressividade e arrogância gratuita. É o clássico orgulho ferido de quem precisa pisar nos outros só para fingir que a própria existência pífia teve algum valor.
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