Ah, o glorioso ciclo do socialismo de champagne! O veterano Robert De Niro passou a vida panfletando a virtude da esquerda e mandando ver no discurso lacrador, até que o prefeito de Nova York — que ele mesmo ajudou a eleger — meteu o leão do imposto no bolso dele e ignorou os seus chiliques. Foi preciso sentir na própria pele a mordida do Estado para o astro entender que, para a máquina pública, ele não é um "pensador igualitário", mas apenas um caixa eletrônico com tapete vermelho.
Essa comédia involuntária é a cara da nossa elite artística tupiniquim: os influencers faturando em dólar, os jornalistas de condomínio fechado e aquela trupe de artistas falidos que "fizeram o L" para posar de gente fina, culta e engajada. Essa cambada adorava pregar a redistribuição de renda e a justiça social de boate, crente de que o amor ao partido garantiria a boquinha eterna ou as isenções de sempre, enquanto o trabalhador de verdade pagava a conta do banquete do Estado.
O problema é que a utopia só dura até o burocrata Faminto resolver socializar o dinheirinho de quem o produziu. Quando a conta chega para essa gente que posa de iluminada sem ter um tostão na carteira, o discurso de amor vira surto instantâneo de direitismo e reclamação contra o excesso de impostos. Parabéns aos envolvidos: vocês defenderam o monstro do Estado e agora descobrem que, para os parasitas do sistema, vocês nunca foram artistas conscientes, mas tão somente a janta.
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