quinta-feira, 1 de outubro de 2026

DA FINLÂNDIA À BRASÍLIA, A ESQUERDA PERDEU O RUMO

O ator Victor Fasano parece ter descoberto que existe esquerda e esquerda: uma é a da Finlândia, Suécia e Noruega, onde, segundo ele, direitos sociais são respeitados, o Estado cumpre seu papel, a economia funciona livremente e político não é tratado como majestade; a outra é a brasileira, que Fasano acusa de, a cada retorno ao poder, aperfeiçoar as maneiras de enganar o povo, corromper instituições e arrebentar a economia. Comparar as duas, portanto, seria como confundir um Volvo com um carro alegórico: ambos têm rodas, mas é melhor não perguntar onde foram parar as peças.

E é aí que entram os coleguinhas artistas, que, na provocação de Fasano, parecem ter deixado o raciocínio, a lógica e o bom senso no camarim para subir ao palco empunhando a bandeira da esquerda brasileira com unhas e carnes. Enquanto eles parecem votar de coração e por reflexo ideológico, o ator diz preferir olhar os fatos, as instituições e a economia antes de escolher; e, fazendo sua escolha eleitoral, declara voto em Flávio Bolsonaro, número 22.

PLANO B NÃO PASSA DE SONHO B

No podcast com Paulo Figueiredo, Adrilles Jorge foi taxativo em sua avaliação: 2022 e 2026 seriam cenários completamente distintos. Na opinião do jornalista, o ambiente institucional que, segundo sua leitura, permitiu ao TSE uma atuação decisiva em 2022 não existiria hoje — e os ministros que ele considera alinhados a Lula não teriam a mesma disposição ou força para barrar uma eventual posse de Flávio Bolsonaro. É uma avaliação de Adrilles, não uma confirmação de qualquer decisão judicial — mas, em sua leitura, o cenário de 2026 seria outro.

Para Adrilles, essa mudança também enfraqueceria a expectativa de quem aposta em um “plano B” para Lula diante de uma eventual derrota nas urnas.