Tem petista — alguns até devotos de carteirinha da Igreja Católica — embarcando na onda de Lula e repetindo que Flávio Bolsonaro quer destronar Nossa Senhora Aparecida da condição de Padroeira do Brasil. E há quem, no Facebook, transforme essa acusação em propaganda, misturando cinicamente Padre Zezinho, Papa Francisco, Padre Júlio Lancellotti, Papa Leão XIV e, agora, Nossa Senhora Aparecida, como se baixasse o Espírito Santo toda vez que a postagem precisa de um pouco mais de veneno político.
O curioso é que a própria publicação deixa subentendido, de forma bastante clara, que seu autor endossa a acusação e também acusa Flávio Bolsonaro, repetindo a narrativa lançada por Lula. E são justamente esses influencers, blogueiros, radialistas e congêneres que hoje pedem bênção a Deus num post e, no seguinte, distribuem acusações como quem distribui santinho de candidato. Só esquecem de um pequeno detalhe: rede social não é confessionário nem território sem lei; dependendo do que foi publicado e de quem publicou, a piada pode sair barata na curtida e caríssima no processo — com indenização e honorários capazes de transformar o devoto mais fervoroso num especialista em pedir socorro a todos os santos.