Com quatro nomes embolados na ponta, as pesquisas podem até vender a ideia de equilíbrio na corrida ao Senado no RJ, mas há um personagem nessa fotografia que chega com uma vantagem que pesquisa nenhuma mede direito: o abençoado bispo Crivella e toda a musculatura eleitoral da Igreja Universal. É como colocar quatro candidatos numa corrida e esquecer de avisar que um deles trouxe ônibus, torcida organizada e até o coral.
Benedita vai precisar atravessar a avenida da rejeição ao PT; os outros, agarrar-se aos respectivos padrinhos presidenciais como quem segura em boia no meio da enchente. E Pedro Paulo? Se depender apenas de Eduardo Paes para lustrar sua candidatura, é bom levar uma flanela — porque, até agora, o brilho parece mais do candidato do que da candidatura, isso se um Garotinho não largar o seu pé...
No fim, a pesquisa pode até apresentar quatro empatados na fotografia. Mas eleição não é fotografia: é filme. E, nesse filme, o santo homem Marcelo Crivella já entra com elenco, figurino, produção e plateia, afinal ele é o sobrinho mais amado do também abençoado bispo Edir Macedo.
Aos demais resta descobrir se têm estrutura própria ou se vão passar a campanha inteira procurando quem empreste um microfone, porque tudo está custando os olhos da cara e, milagre isso é lá na Universal.

