quarta-feira, 30 de setembro de 2026

VOTO PORQUE O MESTRE MANDOU

Para quem olha para a política do Rio pela ótica da direita, a pesquisa parece um daqueles filmes de terror em que você elimina o vilão, fecha a porta e, na cena seguinte, ele aparece sorrindo na janela: Lindbergh, Glauber Braga e Freixo continuam rondando o imaginário eleitoral — verdadeiros “imortais” do elenco político, aparentemente sem data para sair de cartaz.

E Freixo ainda lidera as citações individuais, porque, aparentemente, há personagens que nem precisam de convite para voltar à temporada seguinte. O mais curioso é que até eleitor de esquerda que não morre de amores por essas figurinhas pode chegar à urna disposto a votar nelas — afinal, quando a militância dá a ordem, o voto entra em campo como soldado obediente. Se a política fosse uma série, já estaria na décima temporada: muda o protagonista, mas o mesmo elenco reaparece nos créditos, maquiado, sorridente e pronto para mais uma reprise.

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