Caiu uma chuva em Nova Iguaçu e Eduardo Paes partiu para a batalha com o elenco completo: Dudu Reina, Rogério Lisboa, Manoel Barreto, Márcio Fonseca e Claudinho da Kombi.
Era prefeito, ex-prefeito, vereadores, candidato e Kombi — só faltou a banda militar para acompanhar a marcha heroica contra o temporal.
Duas horas de carreata depois, a campanha descobriu que uma chuva também pode render uma epopeia eleitoral.
Mas a comédia tem método: Paes concentra suas fichas na Baixada, esse imenso celeiro de votos, cercado por aliados e máquinas municipais.
Enquanto isso, o Interior parece tratado como território já entregue a Garotinho — como se voto tivesse escritura e eleitor viesse com proprietário registrado.
A aposta é simples: ganhar o curral maior e deixar o resto do Estado para depois.
No grand finale, Paes ficou “comovido”, Rogério chamou chuva de carinho e o elenco saiu molhado, sorridente e pronto para a próxima cena.
Hollywood já pode preparar “Os Vingadores da Baixada”, com Paes no papel principal e Dudu, Rogério, Manoel, Márcio e Claudinho no elenco de apoio.
Enquanto isso, o Interior pode esperar: na eleição, quem aposta todas as fichas na Baixada talvez descubra tarde demais que o Estado não termina em Nova Iguaçu.
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