quarta-feira, 23 de setembro de 2026

E O MARANHÃO FEZ O BOLSONARO CHORAR

As 17 boquinhas artísticas que se imaginam arautos de um Brasil de audiência parecem acreditar que um “Bora, Lula” em rede nacional ainda seja capaz de manter o Nordeste preso ao velho cabresto eleitoral — como se celebridade fosse procuração e televisão, urna eletrônica. O problema é que o povo, aparentemente, anda desenvolvendo o inconveniente hábito de pensar por conta própria.

Já a passagem de Flávio Bolsonaro pelo Maranhão teve uma imagem que o marketing eleitoral certamente vai guardar com carinho: diante da multidão, o candidato chorou e levou as duas mãos à cabeça, como quem acabara de descobrir o tamanho da própria manifestação popular. Se a cena for parar no horário eleitoral, os 17 artistas talvez descubram que, às vezes, um candidato emocionado diante do povo rende mais televisão do que 17 caras e bocas forçadamente emocionadas diante das câmeras.

Nenhum comentário:

Postar um comentário