sexta-feira, 25 de setembro de 2026

É A ECONOMIA, ESTÚPIDO!

Como diria Sherlock Holmes: “Elementar, meu caro Watson.” Se alguém está à beira-mar e, de repente, vê o oceano recuar quilômetros, é bom desconfiar: tsunami à vista. Já quem está léguas e léguas da costa continua tomando seu cafezinho, sem imaginar o que está acontecendo. 

Na economia, é mais ou menos a mesma coisa: quem trabalha com vendas já percebeu que o faturamento despencou neste período que antecede o pleito de 2026. Na outra ponta, porém, tem gente que continua trabalhando, produzindo e recebendo como se o mar estivesse no lugar — até porque ninguém avisou que a água estava recuando.

E aí está a parte divertida, se é que podemos chamar assim: todos estão amarrados à mesma economia, mas o susto só chega para muita gente quando a escassez bate à porta e a tragédia econômica começa a pipocar. Setembro veio com o mercado financeiro pisando no freio e muita gente desesperada porque a cota de vendas virou uma espécie de promessa eleitoral: todo mundo fala nela, mas cumprir que é bom... 

Enquanto isso, os discursos continuam bonitos, as urnas se aproximam e o eleitor vai descobrindo que economia não lê discurso, não vota em promessa e muito menos combina com maré. Para o bem ou para o mal, isso vai passar. Só não se sabe ainda se, depois da eleição, o mar vai voltar ao lugar ou se vão dizer que a culpa foi da maré.

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