Há conservador que mantém nas redes aquele militante que parece ter feito pós-graduação em contrariar tudo o que ele acredita — talvez para exercitar, de maneira cristã, a tolerância ao próximo, mesmo quando o distinto cidadão parece ter se matriculado no subsolo da escala de valores humanos.
É quase uma penitência digital: o sujeito abre o celular, encontra mais uma provocação e, em vez de bloquear, respira fundo e pensa: “É meu próximo, tenho que tolerar.” Santa paciência! Só falta pendurar um crucifixo ao lado do botão “seguir” e instituir a indulgência plenária para quem consegue chegar ao fim do feed sem perder a fé.
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