Eduardo Paes, magro que nem jogador de baralho, sacou um esquema mais mole que pedir cafezinho: em vez de correr atrás do povão, vai atrás dos manda-chuva da cidade.
Chega no município, junta prefeito, ex-prefeito, vereador e os chegados, bota o celular pra gravar e começa aquela conversa fiada: “Esse cara é fera, é o melhor, é isso, é aquilo!”.
É uma babação danada, um puxa-saco sem fim, que daqui a pouco nego tá beijando a mão do homem e pedindo a bênção.
Aqui em Nova Iguaçu, Rogério Lisboa e Dudu Reina parecem que apertaram o botão do “baba-ovo”, e a rapaziada da Câmara entrou na onda sem pensar duas vezes.
É vídeo pra cá, rasgação de seda pra lá, elogio pra todo lado… parece até que o homem chegou de capa e espada pra salvar a cidade das garras do dragão.
Tem nego tão empolgado que, se o Paes pedir, o sujeito não só vota nele como ainda arruma mais dez votos, leva um café e entrega o almoço de domingo.
E a coisa vai assim pelo Estado afora: o prefeito chama o vereador, o vereador chama a liderança, a liderança chama o cunhado, o vizinho e quem mais estiver dando sopa.
No fim, vira aquela velha resenha: todo mundo puxando saco, fazendo média e querendo aparecer bem na fita com o candidato famoso.
Só tem um detalhe que essa turma parece esquecer: o voto não é deles, não! O voto é do povão — e o povão, quando cisma, manda muito cacique ir catar coquinho.
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