quinta-feira, 10 de setembro de 2026

VOTO UNGIDO

Os abençoadíssimos Marcelo Crivella, candidato ao Senado, e Rosângela Gomes, candidata a deputada federal, largam com uma vantagem que dinheiro nenhum compra: um comitê eleitoral com púlpito, templo e rebanho cativo. Afinal, que partido precisa convencer eleitor quando pode transformar fé em cabo eleitoral e orientação religiosa em estratégia de urna?

O Republicanos se vende como centro-direita, mas abriga Hugo Motta enquanto Eduardo Bolsonaro o carimba como esquerda — uma proeza ideológica que faria até a bússola pedir aposentadoria. Com 42 deputados e quatro senadores, a fidelidade partidária parece menos uma convicção política e mais um seguro eleitoral: ninguém troca de legenda quando sabe que, na hora H, o bispo sobe ao púlpito, o rebanho se organiza e o voto chega devidamente ungido.

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