Existe uma expressão que parece feita sob medida para Anthony Garotinho: diga o que quiser dele, mas há que reconhecer que é um dos políticos mais hábeis e articulados do país. Impassível quando acuado, seguro diante dos adversários e rápido no raciocínio, Garotinho parece ter aprendido uma regra que muitos caciques nacionais — Lula incluído — às vezes esquecem: política também se faz sabendo apanhar sem entregar a bandeira.
Agora, às vésperas do primeiro turno da disputa pelo Governo do Rio, a eleição de Garotinho ganhou um capítulo decisivo nos tribunais: após o ministro Floriano de Azevedo Marques revogar a liminar que mantinha sua candidatura, os votos que receber no domingo deverão ser registrados como “anulados sub judice”. A defesa, entretanto, ainda aposta na reversão da decisão e espera que o ministro Kassio Nunes Marques restaure, em sua interpretação, aquilo que Floriano de Azevedo teria desfeito — mantendo aberta uma disputa eleitoral que, neste momento, se trava simultaneamente nas urnas e nos tribunais.
Nenhum comentário:
Postar um comentário