quinta-feira, 1 de outubro de 2026

DA FINLÂNDIA À BRASÍLIA, A ESQUERDA PERDEU O RUMO

O ator Victor Fasano parece ter descoberto que existe esquerda e esquerda: uma é a da Finlândia, Suécia e Noruega, onde, segundo ele, direitos sociais são respeitados, o Estado cumpre seu papel, a economia funciona livremente e político não é tratado como majestade; a outra é a brasileira, que Fasano acusa de, a cada retorno ao poder, aperfeiçoar as maneiras de enganar o povo, corromper instituições e arrebentar a economia. Comparar as duas, portanto, seria como confundir um Volvo com um carro alegórico: ambos têm rodas, mas é melhor não perguntar onde foram parar as peças.

E é aí que entram os coleguinhas artistas, que, na provocação de Fasano, parecem ter deixado o raciocínio, a lógica e o bom senso no camarim para subir ao palco empunhando a bandeira da esquerda brasileira com unhas e carnes. Enquanto eles parecem votar de coração e por reflexo ideológico, o ator diz preferir olhar os fatos, as instituições e a economia antes de escolher; e, fazendo sua escolha eleitoral, declara voto em Flávio Bolsonaro, número 22.

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