quinta-feira, 8 de outubro de 2026

O DEDO DA ALMA JÁ NÃO MANDA NO DEDO DO CORPO

O fenômeno é curioso: o corpo do fiel continua obedecendo ao pastor dentro da igreja, mas o dedo que aperta a urna parece ter conquistado vida própria. Em 2026, o rebanho começou a separar a fé do voto, deixando muito cacique religioso sem a boiada eleitoral que julgava possuir. Nem o bispo Crivella chegou ao Senado, nem Edna Macedo renovou o mandato em São Paulo. Milagre mesmo, só se for o da multiplicação das desculpas!

E a família de R.R. Soares descobriu que bênção pastoral não transfere votos por herança: David, Daniel, Marcos e Filipe ficaram sem mandato, enquanto André também viu naufragar a chapa de Waguinho ao Senado. Parece que o eleitor cansou de confundir púlpito com palanque e sobrenome sagrado com procuração eleitoral. O dízimo pode até entrar no automático; o voto, pelo visto, resolveu escapar da coleira!

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