A eleição de 2026 parece ter colocado a teocracia eleitoral em modo avião: Marcelo Crivella e Edna Macedo ficaram sem o mandato pretendido, enquanto David, Daniel, Marcos e Filipe Soares também não conseguiram transformar o sobrenome R.R. Soares em passaporte para o Parlamento. Desta vez, a urna não reconheceu pedigree, parentesco nem currículo de púlpito — o “ungido” teve de enfrentar a incômoda realidade de que voto se conta, não se abençoa.
Foi quase uma lição de democracia com requintes de ironia: a dinastia tentou entrar pela porta da frente, mas a urna eletrônica aparentemente não tinha vaga para “filho de”, “irmão de” ou “apadrinhado de”. Crivella, Edna e os quatro Soares descobriram, na prática, que mandato não é herança, púlpito não é urna e sobrenome famoso não vem com cadeira parlamentar embutida.
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