Mudam-se os atores, mas a foto é a mesma: Lula cercado pelo seu staff mais chegado — Boulos, Mercadante, Haddad, Fafá de Belém, Alckmin, Gleisi e tantos outros — tentando transformar o resultado em narrativa, enquanto os semblantes já contavam outra história. Era a velha cara de quem comeu, não gostou e ainda descobriu que a sobremesa ficou para o adversário.
Na reunião, discurso para animar a tropa, expressões de desalento para confirmar o estrago e aquela esperança de que a realidade pudesse ser reescrita no gogó. Só esqueceram de avisar que, desta vez, a urna já havia contado a história — e não foi exatamente a que eles queriam ouvir: Flávio Bolsonaro em primeiro, Lula em segundo e a turma toda obrigada a engolir o resultado antes de começar a explicar a derrota.
Nenhum comentário:
Postar um comentário