Quem tem talento e compromisso com a educação não precisa transformar a sala de aula ou as redes sociais em palanque eleitoral, apresentando sua visão política como se fosse uma verdade destinada aos menos favorecidos. Professor ensina, educador forma cidadãos; nenhum dos dois recebe, junto com o diploma, uma procuração para escolher pelo aluno ou pelo eleitor. Tem militante travestido de professor que vive repetindo chavões como “educar para crescer” e similares, talvez acreditando que a repetição dessas frases o tenha alçado à elite superior dos educadores.
O mais curioso é que muitos desses educadores parecem ter estacionado há muito tempo no patamar da mediocridade, mas construíram para si a confortável ilusão de que ninguém percebeu. Continuam nas redes distribuindo lições sobre pobres, desfavorecidos e consciência política, enquanto fazem campanha eleitoral pela esquerda; confundem militância com pedagogia e imaginam que o eleitor não enxerga a diferença.
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