sábado, 19 de outubro de 2013

CADA QUAL NO SEU QUADRADO

Carlos Gilberto Triel

No tempo em que a “educação, moral e cívica” era considerada um artifício imoral da ditadura militar por não ter cunho acadêmico, Roberto Marinho e a Globo já eram estigmatizados como ícones do imperialismo ianque.

A relação amistosa com os militares nunca foi compreendida e, o "Doutor" entendia que encontrara a estratégica viável para preservar suas empresas e, blindar seus empregados comunistas.

Estive com o Roberto Marinho em diversas ocasiões, a primeira vez em 1977 na Sociedade Hípica quando patrocinou a reforma do gramado ao lado das baias e, anos mais tarde em sua casa do Cosme Velho e na fazenda de São Pedro D’Aldeia.

Certa feita, talvez, por achar alguns traços comuns perguntou-me se não era parente do Leopoldo Collor, um dos seus diretores da TV Globo de São Paulo e, cujo irmão veio a ser anos depois o que todo o Brasil sabe.

No início de 1981 ousei invadir sua praia e, revelei aquilo que o professor Jadir Ferreira do IBATE guardara as 7 chaves, de que o crescimento de Leonel Brizola era real e que seria o próximo governador do Rio.

O Doutor riu como a dizer: “Só me faltava essa”. E pondo a mão no meu ombro, com uma diplomacia que muito me constrangeu, falou com a voz suave, mas firme: “Vamos ver a graminha que você plantou, tomara que esteja verde!”

Anos mais tarde, quando a firma que fizera o polêmico Jardim da Casa da Dinda comprou conosco as gramas para a Mansão do Cosme Velho, voltei a encontrá-lo e recebido com a habitual cordialidade, dessa vez me deixou falar de política...  E ouviu.

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