Rolando a tela do smartphone, encontro Lúcia Veríssimo longe dos palcos, vivendo no Pará entre animais que não carregam no corpo a sentença do abate. Ali, sob o sol e a chuva, cada criatura tem o direito de envelhecer — e talvez Lúcia tenha descoberto que existem fazendas onde a vida não é mercadoria, mas companhia.
Depois, os comentários: uma rara unanimidade. Ninguém para contestar, ninguém para ensinar o que é certo, ninguém para transformar ternura em palanque. Há verdades que não precisam de discurso: quando tocam aquilo que ainda resta de humano em nós, o coração reconhece antes da cabeça. E, naquele cantinho da internet, até o inevitável engraçadinho parece ter entendido que há momentos em que é melhor guardar a piada no bolso — para não estragar a poesia.
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