Carlos Gilberto Triel
Sabe aquele cansaço que bate quando você abre as redes sociais e dá de cara com mais uma frase de efeito sobre "evolução espiritual" ou "justiça social"? Pois é. Virou moda: quanto mais limitada é a moral da pessoa, mais ela capricha no verniz da bondade. É o que eu chamo de "pseudo-espiritismo de conveniência" misturado com uma militância que prega o amor, mas transpira ódio.
O roteiro é sempre o mesmo. Pregam o perdão, a caridade e a fraternidade como se fossem anjos encarnados. Mas a contradição grita quando vemos militantes que se dizem cristãos ou espíritas, mas agem exatamente ao contrário do que pregam os mestres. Usam o nome de Jesus ou a doutrina de Kardec para validar ideologias, mas, na hora do embate, a "luz" dá lugar a um desejo de destruir o adversário que beira o patológico.
Basta alguém discordar de uma vírgula ou cruzar o caminho dos seus interesses para a máscara de luz derreter. A perversidade aflora e o desejo de ver o "inimigo" sofrer vira prioridade. É a tal limitação intelectual: a pessoa não consegue enxergar a própria sombra, então projeta no outro todo o mal do mundo para se sentir autorizada a ser cruel em nome de uma suposta "causa nobre".
No fundo, é um egoísmo gigante disfarçado de missão coletiva. Usam a fé e a política para garantir aplausos e, muitas vezes, interesses financeiros, enquanto disfarçam sua mediocridade moral. A verdade é que pregar humanidade é fácil; difícil é ser humano quando não há câmeras por perto. Podem nascer e renascer setenta vezes sete; enquanto a espiritualidade for usada como escudo para o ódio e o bolso, continuarão sendo apenas atores de um teatro muito mal encenado.
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