sexta-feira, 16 de janeiro de 2026

Viagem no Tempo, O Observador em Algum Lugar do Passado

Carlos Gilberto Triel

Sabe aquele filme "Em Algum Lugar do Passado"? Ele é muito mais que um romance meloso; é uma aula sobre o poder da nossa mente. O protagonista, Richard Collier (Christopher Reeve), não usa nenhuma máquina mirabolante para viajar no tempo. Ele usa apenas a auto-hipnose e a força da vontade. Isso bate de frente com o que a física quântica discute hoje: a ideia de que o "observador" (nós) pode realmente influenciar a realidade e que o tempo talvez não seja essa linha reta que a gente imagina.

​O grande segredo ali é que o pensamento e o sentimento estão totalmente interligados. Richard só consegue "dar o salto" para 1912 porque ele não está apenas pensando na data; ele está sentindo um amor profundo por alguém que ele mal conhece. É esse sentimento que serve de combustível. Sem a emoção, o pensamento seria só uma ideia vazia. É a prova de que, quando a gente coloca o coração na frente, a nossa percepção do mundo ao redor começa a mudar de verdade.

​A gente sente isso na pele com a nostalgia. Sabe aquele aperto no peito ou aquela saudade de algo que parece que nem vivemos? Isso é a prova de que o tempo é fluido dentro da gente. A nostalgia é como uma âncora que ignora o calendário e traz o passado para o "agora" com uma força física. No filme, essa conexão é tão real que o corpo dele entende que o lugar dele é lá atrás, mostrando que o sentimento é o que realmente nos conecta através das eras.

​Mas o filme também faz um alerta: a nossa realidade é muito frágil. Quando Richard encontra aquela moeda moderna no bolso, a dúvida brota e o "feitiço" quebra na hora. Isso mostra que o nosso mundo é construído pelas nossas convicções. No momento em que ele para de acreditar piamente que está em 1912, a mente dele o puxa de volta. É o choque entre o que o coração quer e o que a lógica do dia a dia impõe.

​No fim das contas, a história de Richard e Elise (Jane Seymour)nos faz pensar que talvez a gente não precise de tecnologia para mudar nossa vida, mas de uma mudança interna de frequência. Se a nostalgia nos invade, é porque o pensamento e o sentimento já criaram um caminho. A gente só precisa aprender a focar a mente para não deixar as "moedas do presente" tirarem a gente do lugar onde nossa alma realmente quer estar.

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