Os grandes jornais parecem aquele botequim em que o freguês que paga a conta começa a quebrar: o garçom sorri, o dono desconversa e ninguém quer perguntar quem vai bancar a próxima rodada. No editorial, a convicção continua firme; na calculadora, porém, já começa aquele barulhinho de caixa registradora com defeito.
E Flávio Bolsonaro crescendo nas pesquisas virou o cabrunco que entrou na redação e sentou justamente na mesa que ninguém queria reservar. Falam em primeiro turno como quem já escreveu o resultado, mas evitam pronunciar o nome do sujeito que pode transformar a eleição em outra conversa: Flávio Bolsonaro pode não estar na manchete, mas pode acabar sendo o nome que decide quando a urna mandar a conta.