domingo, 1 de fevereiro de 2026

O Olhar de Lince da Ju e a Resiliência de Rainha da Gretchen

 Carlos Gilberto Triel

Não é por acaso que a influenciadora Juliana Moreira Leite rompeu a barreira dos 2 milhões de seguidores. A moça é dotada de um talento singular para enxergar muito além das aparências, possuindo uma espécie de "raio-X" da alma alheia. Com uma perspicácia rara, ela navega com extrema facilidade tanto pela fauna política quanto pelos diversos atores do cotidiano. É essa habilidade de ler o que está nas entrelinhas que a torna uma voz tão necessária e diferenciada hoje.

​Nesta semana, a pauta da vez foi a icônica cantora Gretchen, que virou alvo de comentários maldosos na internet. Enquanto os eternos detratores de plantão se ocupavam em destilar sarcasmo sobre a estética da artista, Juliana seguiu o fluxo oposto. Com a coragem de quem não se deixa levar pela manada, a jornalista decidiu focar naquilo que os críticos ignoram propositalmente. Ela trouxe luz ao que realmente importa em uma trajetória pública de tanto impacto.

​Juliana reagiu de forma brilhante, enaltecendo a bravura da veterana artista em se reinventar após décadas de estrada. Afinal, manter-se relevante por tantos anos é uma tarefa para poucos, exigindo uma resiliência quase inabalável. A análise da influenciadora destacou que a Gretchen não é apenas um rosto, mas um símbolo de resistência artística. É preciso ter muita fibra para encarar o palco e a opinião pública com tanta altivez e energia.

​O ponto alto da reflexão foi o destaque para a "beleza da saúde", um conceito que parece ser grego para os críticos. Ver uma mulher madura esbanjando vitalidade e bem-estar é algo potente e, por que não dizer, transformador para os seguidores. Juliana pontuou que essa saúde vibrante é algo inimaginável para quem vive apenas na superfície das redes sociais. É um tipo de brilho que vem de dentro e que nenhuma intervenção estética superficial consegue substituir.

​No fim das contas, essa vitalidade toda chega a dar inveja aos "especialistas do nada com coisa nenhuma" que habitam a web. Juliana Moreira Leite provou, mais uma vez, que a empatia e a inteligência são os melhores filtros para se ler o mundo moderno. Enquanto alguns buscam o defeito, ela encontra a força, consolidando-se como uma observadora astuta da nossa sociedade. Viva a visão da Juliana e a eterna juventude de espírito da Gretchen!

segunda-feira, 26 de janeiro de 2026

Nicolas e o Recalque dos Sem Juízo

Carlos Gilberto Triel

A lucidez é uma faísca rara que incomoda quem vive nas sombras das velhas raposas políticas. Enquanto um jovem brilhante como o Nicolas desperta multidões com clareza e coragem, uma fração da sociedade prefere se agarrar a ideologias vencidas. É o primeiro sinal de que a imaturidade não é exclusividade dos novos, mas um refúgio para quem se recusa a evoluir com o tempo. 

​Observe os velhos 👴 que ruminam um mundo que não existe mais, estagnados entre o quarto e a cozinha. Eles perambulam pela casa, consumindo o que veem pela frente, enquanto destilam um recalque amargo nas redes sociais. É um espetáculo triste de "mímimi" e vitimismo, onde a maldade surge apenas porque não suportam ver o sucesso de quem ousa desafiar o status quo. 

​Tratam a política com a régua emocional de um time de futebol, cegos para a lógica e para os fatos. Essa "fauna artística" e os aposentados da lucidez insistem em repetir fórmulas que já fracassaram em suas próprias vidas. Para eles, criticar a renovação é uma tentativa desesperada de validar décadas de escolhas erradas e de um tempo que se esvaiu sem propósito. 

​Lá fora, a realidade é bruta e não aceita teorias: a comida não brota por mágica nas prateleiras dos mercados. É a massa de agricultores, sob sol e chuva, quem garante que o prato desses críticos permaneça cheio todos os dias. Ignorar o suor de quem produz para sustentar ideologias de gabinete é a prova final de uma desconexão completa com a engrenagem da vida. 

​A gratidão é a frequência quântica que separa o homem realizado do eterno fracassado que vive em ondas de amargura. Olhe para esses senhores que apenas reclamam e pergunte-se: é nesse estado de espírito que você deseja terminar seus dias? Sem o "adubo" da gratidão e o reconhecimento do esforço alheio, a vida não passa de uma sequência medíocre de dias sem cor.

domingo, 25 de janeiro de 2026

O Teatro da Virtude: Entre o Passe Espírita, a Militância e o Ego

Carlos Gilberto Triel

Sabe aquele cansaço que bate quando você abre as redes sociais e dá de cara com mais uma frase de efeito sobre "evolução espiritual" ou "justiça social"? Pois é. Virou moda: quanto mais limitada é a moral da pessoa, mais ela capricha no verniz da bondade. É o que eu chamo de "pseudo-espiritismo de conveniência" misturado com uma militância que prega o amor, mas transpira ódio.

​O roteiro é sempre o mesmo. Pregam o perdão, a caridade e a fraternidade como se fossem anjos encarnados. Mas a contradição grita quando vemos militantes que se dizem cristãos ou espíritas, mas agem exatamente ao contrário do que pregam os mestres. Usam o nome de Jesus ou a doutrina de Kardec para validar ideologias, mas, na hora do embate, a "luz" dá lugar a um desejo de destruir o adversário que beira o patológico.

​Basta alguém discordar de uma vírgula ou cruzar o caminho dos seus interesses para a máscara de luz derreter. A perversidade aflora e o desejo de ver o "inimigo" sofrer vira prioridade. É a tal limitação intelectual: a pessoa não consegue enxergar a própria sombra, então projeta no outro todo o mal do mundo para se sentir autorizada a ser cruel em nome de uma suposta "causa nobre".

​No fundo, é um egoísmo gigante disfarçado de missão coletiva. Usam a fé e a política para garantir aplausos e, muitas vezes, interesses financeiros, enquanto disfarçam sua mediocridade moral. A verdade é que pregar humanidade é fácil; difícil é ser humano quando não há câmeras por perto. Podem nascer e renascer setenta vezes sete; enquanto a espiritualidade for usada como escudo para o ódio e o bolso, continuarão sendo apenas atores de um teatro muito mal encenado.

sexta-feira, 16 de janeiro de 2026

Viagem no Tempo, O Observador em Algum Lugar do Passado

Carlos Gilberto Triel

Sabe aquele filme "Em Algum Lugar do Passado"? Ele é muito mais que um romance meloso; é uma aula sobre o poder da nossa mente. O protagonista, Richard Collier (Christopher Reeve), não usa nenhuma máquina mirabolante para viajar no tempo. Ele usa apenas a auto-hipnose e a força da vontade. Isso bate de frente com o que a física quântica discute hoje: a ideia de que o "observador" (nós) pode realmente influenciar a realidade e que o tempo talvez não seja essa linha reta que a gente imagina.

​O grande segredo ali é que o pensamento e o sentimento estão totalmente interligados. Richard só consegue "dar o salto" para 1912 porque ele não está apenas pensando na data; ele está sentindo um amor profundo por alguém que ele mal conhece. É esse sentimento que serve de combustível. Sem a emoção, o pensamento seria só uma ideia vazia. É a prova de que, quando a gente coloca o coração na frente, a nossa percepção do mundo ao redor começa a mudar de verdade.

​A gente sente isso na pele com a nostalgia. Sabe aquele aperto no peito ou aquela saudade de algo que parece que nem vivemos? Isso é a prova de que o tempo é fluido dentro da gente. A nostalgia é como uma âncora que ignora o calendário e traz o passado para o "agora" com uma força física. No filme, essa conexão é tão real que o corpo dele entende que o lugar dele é lá atrás, mostrando que o sentimento é o que realmente nos conecta através das eras.

​Mas o filme também faz um alerta: a nossa realidade é muito frágil. Quando Richard encontra aquela moeda moderna no bolso, a dúvida brota e o "feitiço" quebra na hora. Isso mostra que o nosso mundo é construído pelas nossas convicções. No momento em que ele para de acreditar piamente que está em 1912, a mente dele o puxa de volta. É o choque entre o que o coração quer e o que a lógica do dia a dia impõe.

​No fim das contas, a história de Richard e Elise (Jane Seymour)nos faz pensar que talvez a gente não precise de tecnologia para mudar nossa vida, mas de uma mudança interna de frequência. Se a nostalgia nos invade, é porque o pensamento e o sentimento já criaram um caminho. A gente só precisa aprender a focar a mente para não deixar as "moedas do presente" tirarem a gente do lugar onde nossa alma realmente quer estar.

quinta-feira, 15 de janeiro de 2026

COCA-COLA, MEU GAFANHOTO FAVORITO

 Carlos Gilberto Triel

Vivemos tempos curiosos — e perigosos. Nunca se produziu tanta informação e, paradoxalmente, nunca foi tão difícil distinguir fato de narrativa. O terror contemporâneo não vem apenas da violência explícita ou das crises econômicas, mas da fabricação diária do medo, impulsionada por influenciadores que se alimentam da polêmica e não do compromisso com a verdade.

Nesse cenário, produtos, ideias ou pessoas são eleitos vilões universais. A Coca-Cola, por exemplo, torna-se o “gafanhoto do mundo”: tudo o que há de errado na saúde coletiva passa a ser atribuído a ela, ignorando contexto histórico, evidências científicas e, sobretudo, o papel do excesso e do estilo de vida. A complexidade dos fatos é substituída por frases de impacto, prontas para viralizar.

O mesmo ocorre quando se resgata o passado de forma seletiva. Sim, a Coca-Cola nasceu como um tônico farmacêutico no século XIX — como tantos outros produtos da época. Isso não a transforma automaticamente em remédio nem em veneno moderno. Mas, na lógica do terror digital, a nuance não tem valor; o que importa é o choque, a indignação e o engajamento gerado pelo medo.

Influenciadores sem preparo técnico ou ético frequentemente confundem associação com causalidade, estudo preliminar com verdade absoluta e opinião com ciência. O resultado é um público alarmado, desconfiado de tudo e incapaz de fazer escolhas racionais. O medo passa a ser um produto altamente lucrativo — e a verdade, um detalhe incômodo.

O problema real raramente está em um refrigerante, um alimento ou um hábito isolado, mas na repetição, no abuso e na falta de equilíbrio. Ainda assim, apontar isso não rende curtidas nem seguidores. É mais fácil vender pânico do que responsabilidade, mais rentável gritar “veneno” do que ensinar moderação.

Talvez o verdadeiro terror dos nossos tempos não seja o que consumimos, mas o que aceitamos como verdade sem questionar. Enquanto a narrativa do medo continuar valendo mais do que os fatos, sempre haverá um novo “gafanhoto do mundo” para distrair a atenção — e poucos dispostos a enfrentar a realidade com honestidade intelectual.

domingo, 11 de janeiro de 2026

A todos os meus amigos

Rubens Kunca

Tal como a partitura em branco é para um compositor, um ano novo é, para cada um de nós, o convite para um novo mundo. Vamos compor momentos felizes, orquestrar nossas relações, colocar mais pausas para o descanso e reflexão, acelerar ou diminuir o andamento, experimentar outros ritmos, colocar uma fermata no amor, mudar de tom se o tom não estiver adequado, repetir as partes mais interessantes e harmonizar nossos sentimentos. 

Cada um pode fazer de 2026 a melhor música. FELIZ 2026!


Rubens Kunca é escritor, e atualmente reside na Espanha.

quinta-feira, 18 de dezembro de 2025

O TREM DE GUARAREMA

Prepare o coração (e a câmera!), porque o famoso "trem da comida" que viralizou é, na verdade, uma experiência histórica incrível em Guararema! 

​Para você não cair em "fake news" e aproveitar cada segundo, aqui está o resumo com tudo o que você precisa saber:

​O que é real e o que é lenda? 

  • ​Comida à vontade? Não é bem assim! O post que viralizou exagerou um pouquinho. 
  • ​O que tem de verdade: Existe um vagão bar/restaurante super charmoso onde você pode comprar lanches, petiscos e bebidas à parte enquanto curte a vista. Nada de banquete liberado, mas muita classe!

​Os números da diversão: 

  • ​Trajeto: São 6,8 km de pura nostalgia entre a Estação de Guararema e a Vila de Luís Carlos.
  • ​Duração: O passeio dura cerca de 2 horas (contando ida, parada estratégica e volta). É o tempo perfeito para desconectar do caos da cidade!
  • ​História viva: O trem é operado pela ABPF e é uma verdadeira cápsula do tempo do início do século XX.

​Por que você vai amar? 

  • ​Vibe Retrô: Esqueça o ar-condicionado! Aqui as janelas abrem de verdade, os bancos são de madeira e o som da locomotiva é a trilha sonora oficial. 🎶
  • ​Vila de Luís Carlos: A parada final é um vilarejo restaurado que parece cenário de novela, com casinhas coloridas e cafés fofos. 
  • ​Experiência Sensorial: O cheiro de madeira polida, o balanço do trem e o ar puro do Vale do Paraíba valem mais que qualquer buffet livre!

​A dica de ouro: Vá pelo prazer de viver a história, ver uma locomotiva a vapor de perto e criar memórias. Se você busca nostalgia e um dia leve no campo, o Trem de Guararema é o seu destino certo!


terça-feira, 28 de outubro de 2025

Polêmica envolvendo o cultivo de Tílápia gera críticas por não ter embasamento científico

 A principal polêmica recente envolvendo a CONABIO (Comissão Nacional da Biodiversidade) e o setor produtivo agrícola e aquícola no Brasil é a proposta de incluir a tilápia na Lista Nacional de Espécies Exóticas Invasoras.

​Embora o Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), ao qual a CONABIO é ligada, tenha negado a intenção de proibir o cultivo, a classificação como "invasora" gerou grande preocupação no setor, que teme restrições à produção.

​Além da tilápia, outras espécies que foram mencionadas em propostas da CONABIO (ou que o setor produtivo e parlamentares apontaram como risco de inclusão na lista e potencial proibição/restrição) incluem:

  • ​Na aquicultura:
    • ​Camarão-branco do Pacífico (Penaeus vannamei)
    • ​Ostras
    • ​Tambaqui
    • ​Pirarucu
  • ​Na agricultura (frutas e outros cultivos):
    • ​Goiaba
    • ​Manga
    • ​Jaqueira
    • ​Eucalipto
  • ​Outras espécies (pecuária e pastagens):
    • ​Búfalo
    • ​Cabra
    • ​Braquiária (Urochloa brizantha)

​⚠️ É importante ressaltar:

  • ​A inclusão na Lista Nacional de Espécies Exóticas Invasoras não significa, automaticamente, a proibição de cultivo, mas sim a classificação de espécies que podem causar danos à biodiversidade nativa, servindo de base para políticas públicas de prevenção e controle.
  • ​A inclusão da tilápia e de outras espécies gerou um forte debate e protestos do setor produtivo e de parlamentares, que argumentam a falta de base científica para a classificação de espécies economicamente importantes e cultivadas sob normas ambientais.
  • ​O MMA tem reforçado que o objetivo é técnico e preventivo, e que não há qualquer proposta ou planejamento para interromper as atividades de cultivo licenciadas.

segunda-feira, 11 de agosto de 2025

"O DIA QUE UM "TIA" ESTRAGOU UM BANHO DE ALMA"

"PEQUENAS PALAVRAS, GRANDES FERIDAS"

Carlos Gilberto Triel

Na loja de material elétrico “A Luminosa”, numa manhã qualquer do ano passado, o balcão estava lotado. Para ser atendido, o distinto freguês precisava pegar a senha e aguardar a chamada.

Uma jovem senhora de uns 38 anos — bonita, sorriso fácil, cabelos ainda úmidos de banho — carregava aquela convicção radiante de quem está “com tudo em cima”, corpo e alma lavados. Pegou sua senha e aguardou a vez.

Mais atrás, um caboclo vestia uma camiseta dupla face: de um lado, a cara de Che Guevara e a frase “hay que endurecerse, pero sin perder la ternura jamás”; do outro, um paradoxo estampado: “Deus é Fiel”.

Quando estava prestes a ser atendido, ele avançou, pôs a mão no ombro da mulher e, com voz esganiçada, disparou:

Aí, minha tia, dá licença aí...

Ela ficou pasma — não pelo toque invasivo, mas pelo “minha tia”. Olhou incrédula: ele parecia mais velho que ela! “Tia”?! Homens tolos, imaturos, desprovidos de senso comum... ignoram que não se deve jamais chamar uma mulher de “tia”, a não ser que ela seja, de fato, sua tia.

E aquela não era exceção: tinha espelho em casa, cuidava-se, ainda era jovem e bonita. Qual a razão dessa crueldade gratuita? Ser chamada de “tia” foi como uma punhalada no ego.

Em menos de um minuto, a mulher que até então irradiava alegria levava a mão à boca, engolindo um choro. A vontade de estar ali evaporou. Sem saber mais o que comprar, enxugou discretamente uma lágrima e foi embora.

A deselegância do homem atual nunca esteve tão alta.

Entre sermões de púlpitos, podcasts motivacionais e conselhos de autoajuda, esquecem-se do principal: ensinar aos “projetos de homem” que pequenos delitos podem provocar tragédias invisíveis.

Quando chegou minha vez de ser atendido, lá estava o caboclo, ocupando exatamente o lugar que antes fora dela. Sem hesitar, devolvi na mesma moeda:

Por favor, deixa eu passar aí, tiozinho...

“Tiozinho”?! Como assim?! Agora era ele quem não acreditava. Mais surpreso ainda por ter sido chamado assim por alguém visivelmente mais velho. Na cabeça dele, isso significava que aparentava muito mais idade do que tinha.

Provar do próprio veneno não estava nos planos.

Comprei o que precisava e fui ao caixa. Ao sair, o reencontrei na calçada, meio fora de prumo. Olhou-me com raiva, como quem perguntava “Como ousa?”.

Encarei-o como se encara bêbados, fanáticos e idiotas, e completei com a frase agora imortalizada na história do país:

Perdeu, titio. Não amola.

E foi embora, carregando no rosto o mesmo constrangimento que havia provocado.

Porque, no fundo, é simples: ninguém é obrigado a medir palavras, mas todo mundo é responsável por onde elas batem. A língua não é faca, mas corta; não é pedra, mas afunda. E, às vezes, basta um “tia” ou um “tiozinho” mal colocado para transformar um dia bonito em um dia que se quer esquecer.


terça-feira, 29 de julho de 2025

PREFEITO LUQUE LUQUINHA

O prefeito de Seropedrópolis, Luque Luquinha, adentrou o seu gabinete cuspindo marimbondo e gesticulando feito passista em dia de desfile:

 — Não pode! Não pode! Isso não pode!

 

Dona Magali, a secretária, tentando acalmar sua excelência:

— Danosse, Luquinha! O que houve?

 

Luque Luquinha, suando em bicas e em pânico:

— Os vereadores da oposição vão me denunciar ao Trump e pedir pra me aplicarem essa tal de lei Maniquiste, só porque a cidade tá um lixo só!

 

Dona Magali, incrédula: — Que sujeitinhos maldosos, prefeito! Logo agora que o senhor queria ir à Disney conhecer o Mickey e o Pateta...

 

Luque Luquinha, com os olhinhos marejados de emoção, não sem antes levar à boca duas jujubas, seu doce predileto:

— Minha vida toda esperei por isso, Magali. Jeová sabe o duro que dei, economizando meus proventos pra essa viagem.

 

Magali, solidária com o chefinho:

— Esses vereadores não tiveram infância, são uns abomináveis...

 

O prefeito Luque Luquinha colocou mais duas jujubas na boca, ajeitou a calça que teimava em escorregar abaixo da cintura:

— Mas isso não vai ficar assim! Magali, liga pro governador Castro Castrinho. Quero falar com ele já!

 

Dona Magali, curiosa:

 — O que o senhor pretende fazer, prefeito?

 

Luque Luquinha, com olhos faiscando de esperança:

— Quero que ele me apresente o Duda Bozo, o filho do Bozo Pai! O cara é peixe do Trump. Vou pedir pra ele aliviar minha barra com o lourão!

 

Magali, em tom de alerta: — Prefeito, não é muito adequado dizer "Bozo"... Desse jeito, vai só piorar as coisas.

 

Luque Luquinha, dando-se conta:

— Ih, é mesmo! Melhor chamar de Mito Kid. Assim limpo minha barra e ainda carimbo minha passagem pra Disney.

 

Dona Magali, prática: — Prefeito... não seria mais fácil pedir ao governador uns 300 caminhões pra tirar o lixo da cidade?

 

Luque Luquinha, nervoso, dando pulinhos indignados:

— Tá maluca?! Esse lixo não é prioridade agora! O que pode ser mais importante neste momento do que meu salvo-conduto pra Disney?

 

Magali balançou a cabeça, decepcionada:

— Prefeito... a cidade virou uma lixeira a céu aberto!

 

Luquinha foi categórico: — Magali, presta atenção: um dia de lixo a mais ou a menos não faz diferença. Mas se a Maniquiste me pegar, tô frito! Tenho que me antecipar, mulher!


Magali, aproveitou para sugerir o que a incomodava:

- Que tal propor aos vereadores disciplinar o som pancadão?


Luque Luquinha, viu que era furada:

- Endoidou de vez, mulher! O lixo os vereadores até supera, mas proibir o pancadão, quem se ferra sou eu. 

 

Nesse instante, o som de uma sirene de ambulância cortou e o prefeito, suando frio, acordou, e deu um salto na cama:

— Valha meu Padroeiro São Guandu! Ainda bem que foi um sonho...

Passando a mão pela cama à procura de conforto, Luquinha sentiu que algo estava faltando:

— Ué... Eu jurava que tinha trazido minhas jujubas pra dormir ontem...

 

E virando-se para o lado, voltou a dormir o sono dos justos...


Nota do autor: Essa é uma obra de ficção. Os personagens são fictícios qualquer semelhança com casos, pessoas e mera coincidência.

sexta-feira, 18 de julho de 2025

A LAMPADOSA: O lugar onde até o Exército Americano faz cotação

À primeira vista, você até pensa: “Ih... mais uma lojinha de bairro com nome de bíblia e prateleira de padaria.” Mas não se deixe enganar pelas instalações simples da Lampadosa - Material de Construção, ali no KM 40 da velha Rio–São Paulo, em Seropédica.

Simples é só a fachada. Porque o resto... é coisa de outro mundo.

O comandante dessa operação? Um sujeito chamado Rubinho — um jovem senhor de setenta e poucos anos, com alguns quilos a mais de história nas costas e disposição no corpo. O homem é uma usina! Trabalha de domingo a domingo, feriado só se for pra fazer inventário, e santo do calendário ele só conhece de nome.

Agora, sobre o estoque… ah, meu amigo, o estoque da Lampadosa é uma mistura de armazém da NASA com porão de submarino soviético. Tem peça, porca, tubo, parafuso, registro, manivela de geladeira de 1954 e uma porção de outras coisas que nenhuma alma viva lembra que existe — mas que o Rubinho tem, na caixa original.

Dizem (e há quem jure pela mãe mortinha!) que até o Exército e a Marinha dos Estados Unidos já compraram ali uns itens perdidos de tanque Sherman e fragata da Segunda Guerra. Pode ser exagero? Pode. Mas vá lá conferir, e me diga depois se duvidar.

 Enquanto o mundo moderno inventa desculpas criativas como:

“Ah, infelizmente, essa peça saiu de linha em 2007…”
“Esse produto só por encomenda em Marte…”

A Lampadosa responde com seu lema não-oficial, mas absolutamente verdadeiro:

“Temos o que você pediu. E também o que você esqueceu de pedir.”

Então, se por acaso passar pelo KM 40, pare. Nem que seja só pra olhar. 

Mas aviso: vai sair de lá com pelo menos um pedaço de motor de enceradeira ou uma torneira com DNA de cometa Halley.

quinta-feira, 17 de julho de 2025

VIT BURGERS LANCHONETE — Tradição em transformação

A VIT BURGERS LANCHONETE sempre foi sinônimo de tradição e qualidade. Durante anos, destacou-se às margens da Via Dutra, na icônica Serra das Araras, conquistando uma clientela fiel com seu atendimento cordial e produtos de sabor inconfundível. Um de seus grandes destaques era, sem dúvida, a empada de camarão — salgadinho consagrado entre os viajantes e apreciadores da boa comida.

Com a recente revitalização da rodovia, a lanchonete foi forçada a deixar seu ponto tradicional, em frente à Polícia Rodoviária Federal, mudando-se para as imediações do acesso a Volta Redonda. Embora a nova localização mantenha a marca viva e operante, é inegável que algumas mudanças impactaram a experiência dos clientes mais antigos.

A empada de camarão, por exemplo, ainda é boa — mas já não possui o mesmo sabor marcante que fazia dela um verdadeiro cartão de visitas. A textura, o tempero e até a apresentação parecem ter perdido um pouco do brilho de outrora.

Contudo, acreditamos no compromisso do proprietário com a excelência e na capacidade de ajustar os detalhes que fizeram da VIT BURGERS um ponto de parada obrigatório. Torcemos para que a tradição retome seu sabor original — e siga encantando paladares por muitos anos mais.

quarta-feira, 16 de julho de 2025

BRASIL E ESTADOS UNIDOS: RELAÇÕES EM PONTO CRÍTICO

O Brasil está mesmo numa situação inimaginável em suas relações com os Estados Unidos, o embaixador brasileiro é solenemente ignorado naquele país, o próprio presidente Lula se tornou incapaz de sentar à mesa com Donald Trump pelo tanto que fez e falou contra o presidente americano.

E o seu vice Geraldo Alckmin também tem contra si a foto comprometedora do seu encontro com os líderes do Hamas meses atrás.   

O Brasil vive hoje uma das situações mais delicadas e inimagináveis em sua relação diplomática com os Estados Unidos. A recente taxação de 50% imposta sobre produtos brasileiros exportados para o mercado norte-americano representa mais do que uma medida comercial dura — é um indicativo claro de deterioração nas pontes entre Brasília e Washington.

Um Embaixador Ignorado

No epicentro da crise está o isolamento diplomático. O embaixador brasileiro em Washington vem sendo, segundo fontes diplomáticas, solenemente ignorado em ambientes estratégicos do governo norte-americano. Isso demonstra o enfraquecimento do canal institucional e o esvaziamento do papel do Brasil como interlocutor relevante junto ao maior parceiro comercial do hemisfério.

Lula e o Impasse com Trump

Com o retorno de Donald Trump à presidência dos EUA, a situação se complicou ainda mais. O presidente Lula, ao longo de seus mandatos, fez duras críticas a Trump e à sua condução política — especialmente durante a pandemia e os episódios que envolveram a invasão do Capitólio.

Esse histórico dificulta qualquer tentativa de reaproximação. Hoje, Lula se vê incapaz de estabelecer um canal direto de diálogo com o presidente norte-americano.

Alckmin e a Foto com o Hamas

Como se não bastasse, o vice-presidente Geraldo Alckmin também carrega uma vulnerabilidade diplomática séria: a foto de seu encontro com representantes do Hamas, ocorrida meses atrás. Embora tenha sido justificada como parte de uma agenda de diálogo com o Oriente Médio, o registro foi mal recebido nos Estados Unidos, sobretudo entre parlamentares conservadores e aliados de Israel.

A imagem ainda circula em bastidores diplomáticos como símbolo de uma política externa brasileira permeada por ambiguidade e riscos de alinhamento com atores considerados radicais ou hostis pelo Ocidente.

Caminho Turbulento pela Frente

O acirramento das relações não é apenas simbólico — afeta diretamente a economia brasileira, os investimentos estrangeiros, e a posição do país em fóruns multilaterais. O Brasil se vê, assim, diante de uma escolha geopolítica: recompor pontes com os Estados Unidos ou aprofundar alianças alternativas, com todos os riscos e limitações que essa estratégia pode trazer.

Seja qual for o caminho, o fato é que o cenário atual representa uma crise silenciosa, porém profunda, que precisa ser compreendida com seriedade por todos os setores da sociedade.


terça-feira, 15 de julho de 2025

DEVAGAR, DEVAGARINHO...

E não é que o Professor Lucas Dutra dos Santos, prefeito de Seropédica, segue em sua marcha lenta enxugando gelo desde seu primeiro mandato, iniciado em 2020. Reeleito em 2024, muito mais pela ausência de uma oposição consistente do que por méritos próprios, hoje o rapaz está léguas de distância do gestor transformador que imaginava ser. Sem um projeto de destaque que leve seu nome, não conseguiu superar a eterna vocação de mais um entre tantos vereadores que marcaram, timidamente, a história do município.

Mas ainda há tempo e espaço para deixar ao menos uma marca relevante. Aqui vai uma sugestão modesta, porém urgente: aproveite a crescente insatisfação popular com os congestionamentos diários e os incontáveis atropelamentos na principal rodovia que corta Seropédica e encampe de vez o asfaltamento da Estrada do Dique — ligação estratégica entre a Estrada Luiz Henrique Rezende Novais e a Rodovia Presidente Dutra, no bairro Jardim Maracanã.

Com isso, o município não apenas evitaria o retorno forçado pelo Arco Metropolitano, como também aliviaria o tráfego de toda a região que vai do Centro de Seropédica até o Rio Guandu, na divisa com Nova Iguaçu.

Que o prefeito, ao menos dessa vez, deixe a zona de conforto do gabinete, e vá a campo pressionar a bancada de deputados estaduais e federais do Rio de Janeiro para que esse antigo projeto deixe de ser apenas mais um vídeo em redes sociais e se torne, enfim, uma realidade concreta. 

segunda-feira, 14 de julho de 2025

A INJUSTIÇA QUE ESTÁ AO ALCANCE DA MÃO

Olavo de Carvalho dizia que um homem sensato pode corrigir as injustiças mais próximas e ao alcance à ação humana.

Querer corrigir as grandes injustiças estruturais exige muito mais do que narrativas fáceis, e sim um poder concentrado, para que não desande à multiplicação das injustiças e sofrimentos.

Que a luta pela justiça universal é um subterfúgio usado por almas perversas para esquivar­‑se de praticar a modesta justiça que pode ser realizada de imediato. Olavo, citava ainda como exemplo a forma como Marx, Stalin, Mao e Fidel Castro trataram seus amigos e familiares, para que todos entendessem claramente do que falava.

E sobre esse mesmo homem sensato: 

“todo estudioso com algum senso de honestidade intelectual sabe que tudo o que podemos fazer é tentar corrigir alguns pequenos males da sociedade imediata, jamais refazer o mundo à imagem dos nossos ‘ideais’, sejam socialistas, neocons ou libertarians.”


domingo, 18 de maio de 2025

SEROPÉDICA, O PREÇO DE UMA ESCOLHA MAL FEITA

Antes mesmo das eleições do ano passado, os moradores de Seropédica já sabiam o que esperar — ou melhor, o que não esperar — da gestão do Professor Lucas Dutra. Um prefeito fraco, sem pulso administrativo, que sequer conseguia manter o serviço básico de coleta de lixo funcionando de forma regular. Ainda assim, numa decisão que só a miopia política consegue explicar, foi reconduzido ao cargo por mais quatro anos.

Hoje, os efeitos dessa escolha estão aí, escancarados nas redes sociais e nos desabafos diários da população. A UPA, um dos poucos pontos de socorro da cidade, está à meia porta. Sim, semi- fechadas, com atendimento precário. E em meio ao caos na saúde pública local, os moradores não esqueceram a promessa de campanha feita por Lucas: a construção de um Hospital Municipal. Uma promessa que, à luz da realidade, virou piada pronta — e combustível para o deboche nas redes.

O que se vê é uma cidade largada à própria sorte, com uma gestão perdida, incapaz de enfrentar os problemas mais urgentes. A pergunta que fica é: até quando Seropédica vai pagar tão caro pelas más escolhas eleitorais?



terça-feira, 17 de dezembro de 2024

E O MUNDO DO CINEMA CHEGOU ATÉ NÓS

A perspectiva de monitoramento individualizado do cidadão brasileiro pelo Estado é um tema complexo e que suscita diversas discussões, tanto do ponto de vista técnico quanto ético.

Por um lado: Avanços tecnológicos: A crescente digitalização da sociedade e o desenvolvimento de tecnologias de monitoramento, como câmeras de segurança, reconhecimento facial e análise de dados, permitem um acompanhamento mais detalhado das atividades individuais.

 * Segurança pública: A justificativa mais comum para o monitoramento é a garantia da segurança pública, com a identificação e prevenção de crimes.

 * Eficiência: O monitoramento pode auxiliar em diversas áreas, como o trânsito, a saúde e a gestão de serviços públicos.

Por outro lado:

 * Violação da privacidade: A coleta e o armazenamento de dados pessoais em larga escala podem violar o direito à privacidade dos cidadãos.

 * Discriminação e vigilância: O monitoramento pode ser utilizado para discriminar grupos específicos da população e criar um ambiente de vigilância constante.

 * Controle social: O excesso de monitoramento pode levar a um controle social mais rígido e limitar as liberdades individuais.

É importante considerar alguns pontos cruciais:

 * Legislação: A implementação de sistemas de monitoramento deve ser acompanhada por uma legislação clara e transparente, que estabeleça os limites e as responsabilidades de cada ator envolvido.

 * Transparência: A população deve ser informada sobre os objetivos e os mecanismos de monitoramento, além de ter acesso aos dados coletados.

 * Equilíbrio: É preciso encontrar um equilíbrio entre a necessidade de segurança e a proteção dos direitos individuais.

Em resumo:

As perspectivas para o monitoramento individualizado do cidadão brasileiro são ambivalentes. Por um lado, a tecnologia oferece ferramentas para melhorar a segurança e a eficiência dos serviços públicos. Por outro lado, é fundamental garantir que esse monitoramento não se torne uma ferramenta de controle e violação da privacidade.

É preciso um debate público amplo e transparente sobre esse tema, com a participação de diversas partes interessadas, para que se encontrem soluções que garantam a segurança sem comprometer as liberdades individuais.

 * As implicações éticas do monitoramento individualizado.

 * Os desafios legais para a regulamentação do monitoramento.

 * Os impactos do monitoramento na democracia.

 * As tecnologias utilizadas no monitoramento e seus limites.

Em suma, esclarecer o cidadão comum que a sua opinião é fundamental para enriquecer essa discussão.


quinta-feira, 3 de outubro de 2024

NOVA IGUAÇU, DE NELSON BORNIER A ROGÉRIO LISBOA

Nos últimos 12 anos, Nova Iguaçu experimentou um crescimento significativo em vários setores da vida pública. Houve avanços nas áreas de infraestrutura, mobilidade, habitação e implementação de projetos de pavimentação, saneamento básico e drenagem urbana.

O Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) teve grande importância na melhoria da qualidade de vida dos moradores, especialmente com a implantação de asfalto e saneamento básico em diversas áreas. Contudo, a expansão do sistema de transporte público e a promoção de alternativas sustentáveis, não foram suficientes para resolver satisfatoriamente a mobilidade na cidade, que continua congestionada desde os tempos do então prefeito Bornier. 

A cidade ainda enfrenta desafios significativos, nesses congestionamentos e urge necessidade de melhorias contínuas no transporte público; o planejamento urbano focou na construção de unidades habitacionais de interesse social para acomodar a crescente população. Esses projetos habitacionais foram fundamentais para garantir que mais moradores tivessem acesso a moradias.

Há que considerar que grandes investimentos em tecnologia da informação e comunicação ajudaram a transformar Nova Iguaçu em um potencial centro de inovação. Startups e empresas de tecnologia começaram a se estabelecer na cidade, impulsionando o desenvolvimento econômico e criando novos empregos.

Os prefeitos que contribuíram significativamente para esse crescimento, o Nelson Bornier entre os anos de 2012 e 2016 e o atual Rogério Lisboa, prefeito desde 2016, reeleito em 2020, foi uma  figura importante na implementação de melhorias na infraestrutura e na atração de investimentos para a cidade, com obras de drenagem,  pavimentação e urbanização e, sobretudo, com a reabertura do Hospital que havia sido desativado há mais de quinze anos, um saldo positivo no desenvolvimento de Nova Iguaçu.

Agora, no próximo domingo, o eleitor decidirá se quer a continuidade do Rogério Lisboa via candidatura do Dudu Reina, ou a mudança radical através do seu principal adversário, o Clébio Lopes, apelidado de Jacaré.

Ainda concorrem a engenheira civil Iza Dutra do NOVO, o ex-prefeito Aloísio Gama PSB, Leonardo Mazzutti da REDE e o Tuninho da Padaria do PT. 

terça-feira, 24 de setembro de 2024

"ASSIM DIZIA GULLAR"

Em 4 de dezembro de 2016, A Folha de São Paulo publicou a ultima coluna do Ferreira Gullar:

"Frequentemente me pergunto por que certas pessoas indiscutivelmente inteligentes insistem em manter atitudes políticas indefensáveis, já que, na realidade, não existem mais.

Estou evidentemente me referindo aos que adotaram a ideologia marxista, que, de uma maneira ou de outra, militaram em partidos de esquerda, fosse no Partido Comunista, fosse em organizações surgidas por inspiração da Revolução Cubana".

E lá se foram quase 8 anos da morte do poeta e ensaísta Ferreira Gullar, um crítico das ideologias e políticas de sua época. Nessa sua última coluna publicada na Folha de São Paulo, ele questiona por que algumas pessoas inteligentes continuam a manter atitudes políticas que ele considera indefensáveis e ultrapassadas, especialmente no contexto da ideologia marxista e do engajamento em partidos de esquerda, como o Partido Comunista ou organizações inspiradas pela Revolução Cubana.

Para o poeta essas ideologias, embora influentes no passado, não têm mais relevância na realidade atual, e isso o leva a refletir sobre as razões que levam essas pessoas a se manterem fiéis a esses ideais. Essa crítica reflete sua visão de que as realidades políticas e sociais mudaram significativamente, e que as respostas do passado podem não ser mais adequadas para os desafios do presente.


segunda-feira, 26 de agosto de 2024

PADARIA DO JOÃO CAJUCA

A "Padaria do Sr. João Cajuca" na Usina de Barcelos, em São João da Barra, RJ, nas décadas de 1950 e 1960 era um ponto de encontro importante na comunidade local.

Naquela época, as padarias eram não apenas locais para comprar pão fresco e outros produtos, mas também serviam como espaços sociais onde as pessoas se reuniam para conversar, trocar notícias e criar laços comunitários.

A arquitectura da padaria ainda existe e funciona para o que se pode chamar hoje de "sacolão", com um ambiente que destoa completamente das construções entorno, como se o local tivesse, assim como nos filmes de viagem do tempo, voltado magicamente, mas, carcomido e empoeirado.

A padaria do Sr.João Cajuca foi parte essencial da vida quotidiana em Usina de Barcelos naqueles anos dourados e rebeldes, contribuindo para a identidade e o sentido de comunidade local, especialmente em uma época em que as interações pessoais eram o principal meio de comunicação e convivência social.

Por acaso você tiver algum detalhe específico ou memória relacionada a essa padaria, ou mesmo de outro comércio em Barcelos, como a Casa Progresso, por exemplo, escreva para o Nova Laranja e manda ver.