sábado, 2 de março de 2019

DÓI, MAS DÓI DE VERDADE É O BOLSO!

Porque o tiro, a porrada e a bomba a molecada e até gente grande tira de letra, na última quinta-feira em Dona Euzébia, cidadezinha de Minas Gerais, um cachorro na rua mordeu a perna do Seu Ribeiro, um senhor de aproximadamente 60 anos, o PM próximo ao local, solicitou a presença do dono do animal...

Um rapaz menos de 20 anos, magrinho, chegou irritado, brabo que nem siri na lata, disse na cara do policial que não aguentava mais a agressividade do cão e, que ele seria morto no dia seguinte.

- “Se você fizer isso será preso”, disse eu com firmeza.

- “Tenho medo de nada não, mato e tá acabado”, retrucou ele. 

Como você tem a coragem em dizer que vai matar um cachorro na frente de um policial, perdeu a noção do perigo?”, chamei uma vez mais sua atenção.

- “Mato sim, não tenho medo de nada não, nem de polícia e nem de prisão”, respondeu ele, cada vez mais agressivo.

Não estava em seu juízo, talvez tivesse fumado cigarro de palha com estrume de vaca, então mudei o tom da conversa e blefei:

- “Você será processado por deixar o animal solto na rua, mas, pelo que falou, com as novas leis do Bolsonaro esse policial pode lhe aplicar uma multa de R$ 500,00 com pagamento agora, de imediato, não só por ameaçar matar um cão como também desrespeitar a autoridade presente”

A ficha caiu, o moleque arregalou o olho, sentiu no bolso a facada mortal e jurou que era trabalhador, que tinha respeito pela polícia, pelos animais, enfim, estava de cabeça quente, pediu desculpas e, saindo de costas ainda se desculpando prometeu resolver o problema do cão... 

E foi embora sem reconhecer que o problema maior não era propriamente o cachorro.



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