segunda-feira, 26 de janeiro de 2026

Nicolas e o Recalque dos Sem Juízo

Carlos Gilberto Triel

A lucidez é uma faísca rara que incomoda quem vive nas sombras das velhas raposas políticas. Enquanto um jovem brilhante como o Nicolas desperta multidões com clareza e coragem, uma fração da sociedade prefere se agarrar a ideologias vencidas. É o primeiro sinal de que a imaturidade não é exclusividade dos novos, mas um refúgio para quem se recusa a evoluir com o tempo. 

​Observe os velhos 👴 que ruminam um mundo que não existe mais, estagnados entre o quarto e a cozinha. Eles perambulam pela casa, consumindo o que veem pela frente, enquanto destilam um recalque amargo nas redes sociais. É um espetáculo triste de "mímimi" e vitimismo, onde a maldade surge apenas porque não suportam ver o sucesso de quem ousa desafiar o status quo. 

​Tratam a política com a régua emocional de um time de futebol, cegos para a lógica e para os fatos. Essa "fauna artística" e os aposentados da lucidez insistem em repetir fórmulas que já fracassaram em suas próprias vidas. Para eles, criticar a renovação é uma tentativa desesperada de validar décadas de escolhas erradas e de um tempo que se esvaiu sem propósito. 

​Lá fora, a realidade é bruta e não aceita teorias: a comida não brota por mágica nas prateleiras dos mercados. É a massa de agricultores, sob sol e chuva, quem garante que o prato desses críticos permaneça cheio todos os dias. Ignorar o suor de quem produz para sustentar ideologias de gabinete é a prova final de uma desconexão completa com a engrenagem da vida. 

​A gratidão é a frequência quântica que separa o homem realizado do eterno fracassado que vive em ondas de amargura. Olhe para esses senhores que apenas reclamam e pergunte-se: é nesse estado de espírito que você deseja terminar seus dias? Sem o "adubo" da gratidão e o reconhecimento do esforço alheio, a vida não passa de uma sequência medíocre de dias sem cor.

domingo, 25 de janeiro de 2026

O Teatro da Virtude: Entre o Passe Espírita, a Militância e o Ego

Carlos Gilberto Triel

Sabe aquele cansaço que bate quando você abre as redes sociais e dá de cara com mais uma frase de efeito sobre "evolução espiritual" ou "justiça social"? Pois é. Virou moda: quanto mais limitada é a moral da pessoa, mais ela capricha no verniz da bondade. É o que eu chamo de "pseudo-espiritismo de conveniência" misturado com uma militância que prega o amor, mas transpira ódio.

​O roteiro é sempre o mesmo. Pregam o perdão, a caridade e a fraternidade como se fossem anjos encarnados. Mas a contradição grita quando vemos militantes que se dizem cristãos ou espíritas, mas agem exatamente ao contrário do que pregam os mestres. Usam o nome de Jesus ou a doutrina de Kardec para validar ideologias, mas, na hora do embate, a "luz" dá lugar a um desejo de destruir o adversário que beira o patológico.

​Basta alguém discordar de uma vírgula ou cruzar o caminho dos seus interesses para a máscara de luz derreter. A perversidade aflora e o desejo de ver o "inimigo" sofrer vira prioridade. É a tal limitação intelectual: a pessoa não consegue enxergar a própria sombra, então projeta no outro todo o mal do mundo para se sentir autorizada a ser cruel em nome de uma suposta "causa nobre".

​No fundo, é um egoísmo gigante disfarçado de missão coletiva. Usam a fé e a política para garantir aplausos e, muitas vezes, interesses financeiros, enquanto disfarçam sua mediocridade moral. A verdade é que pregar humanidade é fácil; difícil é ser humano quando não há câmeras por perto. Podem nascer e renascer setenta vezes sete; enquanto a espiritualidade for usada como escudo para o ódio e o bolso, continuarão sendo apenas atores de um teatro muito mal encenado.

sexta-feira, 16 de janeiro de 2026

Viagem no Tempo, O Observador em Algum Lugar do Passado

Carlos Gilberto Triel

Sabe aquele filme "Em Algum Lugar do Passado"? Ele é muito mais que um romance meloso; é uma aula sobre o poder da nossa mente. O protagonista, Richard Collier (Christopher Reeve), não usa nenhuma máquina mirabolante para viajar no tempo. Ele usa apenas a auto-hipnose e a força da vontade. Isso bate de frente com o que a física quântica discute hoje: a ideia de que o "observador" (nós) pode realmente influenciar a realidade e que o tempo talvez não seja essa linha reta que a gente imagina.

​O grande segredo ali é que o pensamento e o sentimento estão totalmente interligados. Richard só consegue "dar o salto" para 1912 porque ele não está apenas pensando na data; ele está sentindo um amor profundo por alguém que ele mal conhece. É esse sentimento que serve de combustível. Sem a emoção, o pensamento seria só uma ideia vazia. É a prova de que, quando a gente coloca o coração na frente, a nossa percepção do mundo ao redor começa a mudar de verdade.

​A gente sente isso na pele com a nostalgia. Sabe aquele aperto no peito ou aquela saudade de algo que parece que nem vivemos? Isso é a prova de que o tempo é fluido dentro da gente. A nostalgia é como uma âncora que ignora o calendário e traz o passado para o "agora" com uma força física. No filme, essa conexão é tão real que o corpo dele entende que o lugar dele é lá atrás, mostrando que o sentimento é o que realmente nos conecta através das eras.

​Mas o filme também faz um alerta: a nossa realidade é muito frágil. Quando Richard encontra aquela moeda moderna no bolso, a dúvida brota e o "feitiço" quebra na hora. Isso mostra que o nosso mundo é construído pelas nossas convicções. No momento em que ele para de acreditar piamente que está em 1912, a mente dele o puxa de volta. É o choque entre o que o coração quer e o que a lógica do dia a dia impõe.

​No fim das contas, a história de Richard e Elise (Jane Seymour)nos faz pensar que talvez a gente não precise de tecnologia para mudar nossa vida, mas de uma mudança interna de frequência. Se a nostalgia nos invade, é porque o pensamento e o sentimento já criaram um caminho. A gente só precisa aprender a focar a mente para não deixar as "moedas do presente" tirarem a gente do lugar onde nossa alma realmente quer estar.

quinta-feira, 15 de janeiro de 2026

COCA-COLA, MEU GAFANHOTO FAVORITO

 Carlos Gilberto Triel

Vivemos tempos curiosos — e perigosos. Nunca se produziu tanta informação e, paradoxalmente, nunca foi tão difícil distinguir fato de narrativa. O terror contemporâneo não vem apenas da violência explícita ou das crises econômicas, mas da fabricação diária do medo, impulsionada por influenciadores que se alimentam da polêmica e não do compromisso com a verdade.

Nesse cenário, produtos, ideias ou pessoas são eleitos vilões universais. A Coca-Cola, por exemplo, torna-se o “gafanhoto do mundo”: tudo o que há de errado na saúde coletiva passa a ser atribuído a ela, ignorando contexto histórico, evidências científicas e, sobretudo, o papel do excesso e do estilo de vida. A complexidade dos fatos é substituída por frases de impacto, prontas para viralizar.

O mesmo ocorre quando se resgata o passado de forma seletiva. Sim, a Coca-Cola nasceu como um tônico farmacêutico no século XIX — como tantos outros produtos da época. Isso não a transforma automaticamente em remédio nem em veneno moderno. Mas, na lógica do terror digital, a nuance não tem valor; o que importa é o choque, a indignação e o engajamento gerado pelo medo.

Influenciadores sem preparo técnico ou ético frequentemente confundem associação com causalidade, estudo preliminar com verdade absoluta e opinião com ciência. O resultado é um público alarmado, desconfiado de tudo e incapaz de fazer escolhas racionais. O medo passa a ser um produto altamente lucrativo — e a verdade, um detalhe incômodo.

O problema real raramente está em um refrigerante, um alimento ou um hábito isolado, mas na repetição, no abuso e na falta de equilíbrio. Ainda assim, apontar isso não rende curtidas nem seguidores. É mais fácil vender pânico do que responsabilidade, mais rentável gritar “veneno” do que ensinar moderação.

Talvez o verdadeiro terror dos nossos tempos não seja o que consumimos, mas o que aceitamos como verdade sem questionar. Enquanto a narrativa do medo continuar valendo mais do que os fatos, sempre haverá um novo “gafanhoto do mundo” para distrair a atenção — e poucos dispostos a enfrentar a realidade com honestidade intelectual.

domingo, 11 de janeiro de 2026

A todos os meus amigos

Rubens Kunca

Tal como a partitura em branco é para um compositor, um ano novo é, para cada um de nós, o convite para um novo mundo. Vamos compor momentos felizes, orquestrar nossas relações, colocar mais pausas para o descanso e reflexão, acelerar ou diminuir o andamento, experimentar outros ritmos, colocar uma fermata no amor, mudar de tom se o tom não estiver adequado, repetir as partes mais interessantes e harmonizar nossos sentimentos. 

Cada um pode fazer de 2026 a melhor música. FELIZ 2026!


Rubens Kunca é escritor, e atualmente reside na Espanha.