Carlos Gilberto Triel
Aos 90 anos, Woody Allen continua sendo símbolo de um humor sofisticado, observador e livre de cartilha ideológica. Já no Brasil, como observou Adrilles Jorge, muitos dos que se vendem como humoristas trocaram a inteligência pela militância rasteira. A piada perdeu espaço para o deboche político barato, sempre protegido pela claque do poder e pelos aplausos automáticos da bolha.
O mais curioso é ver surgir também os “educadores” da internet e seus derivados da boêmia etílica: figuras de raciocínio esquerdista previsível, aparência maltratada pelo álcool e discurso carregado de superioridade moral. Falam como se fossem guardiões da consciência humana, mas passam boa parte do tempo distribuindo ofensas, ressentimento e arrogância contra quem não se ajoelha às mesmas opiniões. Confundem desequilíbrio emocional com profundidade intelectual.
Nas redes sociais, essa turma posa de culta, sensível e revolucionária, enquanto transforma inveja e frustração em conteúdo diário. Muitos já perderam a leveza, o humor e até o brilho pessoal, mas seguem se apresentando como faróis da virtude moderna. No fim, acabam revelando exatamente aquilo que fingem combater: intolerância, vaidade e uma necessidade desesperada de aprovação ideológica.
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